Ambientalista surpreende correligionários e expõe racha na legenda
Marina Silva confirmou que seguirá filiada à Rede Sustentabilidade, gesto que, segundo a cúpula partidária, foi recebido com “indignação e perplexidade” e reacendeu questionamentos sobre diálogo interno.
- Em resumo: Direção nacional nega ter articulado a expulsão da ex-ministra, mas admite “falha de comunicação”.
Direção nega expulsão, mas admite clima tenso
Em nota divulgada após a decisão, a Executiva Nacional refutou qualquer tentativa de afastar a fundadora, mas lamentou que “conversas essenciais não ocorreram”. A declaração ocorre dias depois de rumores sobre pressão para que Marina migrasse ao PV, partido que integra o mesmo federação com o PT, segundo apuração da G1.
“Recebemos a notícia com indignação e perplexidade, pois jamais houve deliberação pela saída de Marina Silva”, diz o documento interno obtido por CartaCapital.
Histórico de atritos e o peso eleitoral de Marina
O episódio não é isolado. Desde 2010, quando deixou o PT, Marina enfrenta disputas internas onde atua. Candidata à Presidência em 2014 e 2018, ela ajudou a fundar a Rede em 2013, mas viu a legenda encolher nas urnas. O retorno ao Ministério do Meio Ambiente em 2023 devolveu-lhe visibilidade e reforçou sua voz em temas climáticos, cruciais às negociações da COP 28. Analistas lembram que a federação Rede-PSOL depende do capital político de Marina para ampliar cadeiras em 2024, sobretudo nas capitais da Amazônia Legal.
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Crédito da imagem: Divulgação / Rede Sustentabilidade