Nova taxa simbólica mantém vivo o Projeto Leozinho e amplia o alcance social
Guilherme Henrique Raulino Brasil – cirurgião-dentista de Palhoça (SC) – adaptou seu programa de reconstrução facial para seguir a legislação e segue operando pacientes vulneráveis por um valor simbólico de R$ 1, preservando um dos projetos mais comentados da odontologia solidária no país.
- Em resumo: Para continuar operando, o dentista passou a cobrar R$ 1; em casos extremos, a “taxa” pode ser paga com alimentos.
Por que a lei veta procedimentos totalmente gratuitos?
No Brasil, o Código de Ética Odontológica exige que profissionais estabeleçam honorários, ainda que mínimos, a fim de evitar concorrência desleal. Foi com base nessa norma que o Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina notificou o Projeto Leozinho, obrigando a reformulação. Segundo reportagem da G1, conselhos de classe de várias áreas fiscalizam valores “zerados” para garantir isonomia no mercado.
“O valor simbólico de R$ 1 atende à legislação e não impede que quem não possa pagar contribua de outra forma”, explicou o dentista ao justificar a nova regra do projeto.
Impacto social: de tumores a acidentes, vidas reconstruídas
Desde a criação, o Projeto Leozinho já beneficiou pacientes com tumores agressivos, doenças raras e vítimas de acidentes graves. Além da recuperação funcional, as intervenções devolvem autoestima e inserção social. Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 11% da população adulta brasileira apresenta perda dentária severa; em regiões de menor renda, o acesso a cirurgias complexas é quase inexistente. Iniciativas filantrópicas, portanto, preenchem lacunas deixadas pelo sistema público.
Neste cenário, a solução de Raulino Brasil ilustra um caminho viável: respeitar normas, mas não abandonar quem mais precisa. Organizações de odontologia humanitária já avaliam replicar o modelo do “R$ 1” em outros estados, criando uma rede nacional de cirurgias de baixo custo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Projeto Leozinho