Díaz-Canel desafia EUA: sem aceitar termos cubanos, sem acordo

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Declaração em rede nacional expõe impasse nas tratativas bilaterais

Miguel Díaz-Canel – Em 22 de abril de 2026, o presidente de Cuba afirmou em cadeia nacional, a partir do Palácio da Revolução, que qualquer conversa com Washington só avançará caso “os Estados Unidos aceitem negociar nos termos cubanos”.

  • Em resumo: Havana condiciona o diálogo à aceitação completa de suas exigências.

Havana quer diálogo, mas sob suas próprias regras

A fala de Díaz-Canel ocorre enquanto representantes dos dois países conduzem negociações discretas desde março. Segundo a Reuters, a Casa Branca mantém canais abertos, porém exige contrapartidas ligadas a direitos humanos e reformas econômicas.

“Si Estados Unidos no acepta negociar en los términos cubanos, no hay negociación”, declarou o presidente cubano.

Embargo, sanções e crise interna elevam a pressão

O embate se soma a seis décadas de embargo econômico imposto pelos EUA em 1962 e reforçado em 2017. A escassez de alimentos, a queda no turismo e os protestos de 2021 acentuaram a pior crise cubana em décadas, cenário que Havana utiliza para demandar o fim de sanções financeiras e a retirada da ilha da lista de patrocinadores do terrorismo.

Washington, por sua vez, avalia aliviar restrições a remessas e viagens, mas vincula qualquer gesto a avanços em liberdade de expressão e liberação de presos políticos. Especialistas lembram que acordos pontuais, como o de restabelecimento de relações em 2015, só prosperaram quando houve concessões mútuas – algo distante no atual clima de desconfiança.

O que você acha? A postura de linha dura de Díaz-Canel pode destravar ou engessar de vez o diálogo? Para mais análises sobre relações internacionais, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / El País

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