Os bastidores da guerra que ainda influencia smartphones e consoles híbridos
Nintendo DS e PlayStation Portable – lançados no fim de 2004, eles travaram uma disputa que redefiniu o videogame de bolso, mudando o rumo da indústria e ampliando o alcance das marcas até hoje.
- Em resumo: o DS converteu simplicidade em 154 milhões de unidades vendidas; o PSP, apesar da potência, ficou em cerca de 80 milhões.
Sony mirou em potência e conectividade inédita
Com processador MIPS R4000 e suporte a Wi-Fi, o PSP prometia gráficos equivalentes ao PS2, multiplayer online e acesso à PlayStation Store – algo revolucionário em 2004, segundo levantamento do Canaltech. O aparelho ainda reproduzia MP3, vídeos e fotos, mirando no conceito “tudo-em-um” que os smartphones só popularizariam anos depois.
“Um PlayStation Portable era, na prática, um PS2 de bolso” – análise da época lembrada por especialistas. TRANSMISSÃO: Band
Nintendo apostou em inovação simples — e ganhou escala
Já o DS trocou poder bruto por dupla de telas, sendo uma touchscreen. O design acessível permitiu experiências inéditas em Pokémon Diamond & Pearl e The Legend of Zelda: Phantom Hourglass, além de retrocompatibilidade com Game Boy. Resultado: tornou-se o segundo console mais vendido da história, atrás apenas do PS2.
Para além da rivalidade, os analistas de mercado destacam que a Big N abriu caminho para interfaces táteis vistas hoje em celulares e no Switch, enquanto a estratégia multimídia da Sony antecipou serviços que sustentam o ecossistema PlayStation.
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Crédito da imagem: Divulgação / Nintendo & Sony