Projeções apontam risco de temporais e pressão sobre agricultura
Simagro-RS alerta que o aquecimento do Pacífico deve atingir o auge entre setembro e novembro, potencializando a já chuvosa primavera do Rio Grande do Sul e exigindo vigilância redobrada de órgãos públicos e produtores.
- Em resumo: Temporais e excesso de umidade podem repetir prejuízos de 2024, mas a intensidade ainda depende de fatores atmosféricos adicionais.
Por que o fenômeno preocupa especialistas
O meteorologista Flavio Varone destaca que, com um El Niño classificado como moderado a forte, a chance de chuvas acima da média cresce significativamente. Segundo análise publicada pelo portal GZH, cada grau de anomalia térmica no Pacífico costuma elevar em até 25% o volume de precipitação no Estado.
“Com a ocorrência de El Niño, poderemos ter uma primavera mais intensa em temporais e chuvas, o que trará problemas se realmente acontecer”, resume Varone.
Consequências para cidades e produtores rurais
Além do risco hidrológico para áreas urbanas como Porto Alegre, que em 2024 enfrentou a pior cheia do Guaíba, o cenário preocupa o campo. Mais umidade durante a colheita de trigo pode atrasar o início do plantio de soja e milho de verão, afetando rendimento e custos logísticos.
Climatologistas lembram que, em 2015, quando o Pacífico registrou picos de 2,7 °C acima da média, o Guaíba subiu a 2,93 m. Em 2024, com múltiplos sistemas de bloqueio, o nível alcançou recordistas 4,77 m. Ou seja, o El Niño sozinho não determina um desastre, mas aumenta a probabilidade de cheias quando combinado a bloqueios atmosféricos e nuvens convectivas persistentes.
Defesa Civil de Porto Alegre informa que monitora cenários para 2026 e atualiza planos de contingência, incluindo evacuação de áreas próximas a diques. Especialistas reforçam a necessidade de inspeção preventiva em comportas, casas de bomba e diques como o do Sarandi, que continua abaixo da cota ideal.
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Crédito da imagem: Divulgação / Isabelle Rieger/Sul21