Filiação recebe aval pessoal de Lula e mira reeleição no Maranhão
Eliziane Gama — Senadora maranhense oficializou, na última quinta-feira (2), sua saída do PSD e entrada no PT, escancarando divergências em torno da pré-candidatura de Ronaldo Caiado e do tema da anistia a envolvidos no 8 de Janeiro.
- Em resumo: Senadora troca de partido após PSD sinalizar apoio a Caiado, que defende anistia ampla.
Anistia de 8 de Janeiro vira ponto de ruptura
Caiado declarou, em seu primeiro ato como presidenciável, que concederia perdão a todos os condenados pelos ataques de 8/1, inclusive Jair Bolsonaro, segundo registrou a CNN Brasil. Gama, relatora da CPMI que recomendou o indiciamento de 61 pessoas, considerou o discurso “incompatível” com seu histórico de defesa da democracia.
“Mesmo com todas as garantias recebidas pelo presidente Kassab, decido que meu ciclo no PSD se encerra aqui e vou percorrer novos caminhos”, escreveu a senadora.
Movimento reforça base de Lula e redesenha disputa de 2026
Com a filiação, o PT ganha uma voz feminina no Senado em ano pré-eleitoral, ampliando a bancada de nove para dez parlamentares. Analistas veem o gesto como sinal de que o partido busca consolidar nomes de centro-direita moderada — perfil atribuído a Eliziane quando atuou na bancada evangélica — para neutralizar discursos conservadores em 2026.
No Maranhão, a troca deve facilitar acordos locais com o governador Carlos Brandão (PSB) e garantir estrutura para a tentativa de reeleição de Gama. Já o PSD de Gilberto Kassab perde sua principal liderança no Norte-Nordeste em meio a negociações para abrigar Caiado, hoje sem partido.
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