Crescimento de 47% pressiona cadeia e anima investidores do setor
Embraer – A fabricante brasileira encerrou o 1º trimestre de 2026 com 44 aeronaves entregues, salto de 47% frente ao mesmo período do ano passado, e consolidou um backlog sem precedentes de US$ 31,6 bilhões.
- Em resumo: ritmo mais acelerado atende à carteira recorde e reforça metas de até 255 entregas neste ano.
Backlog de US$ 31,6 bi sustenta aceleração da produção
O volume de pedidos firmes, alimentado principalmente por jatos executivos leves e de médio porte, garante visibilidade de produção pelos próximos anos. Segundo levantamento da Reuters, montadoras globais enfrentam gargalos na cadeia de suprimentos, mas a Embraer vem mitigando atrasos com um programa de “nivelamento” fabril iniciado em 2025.
“O desempenho foi impulsionado pela demanda contínua por jatos leves e de médio porte.” TRANSMISSÃO: Record
Meta de até 255 aeronaves mantém otimismo para 2026
A companhia projeta entregar de 80 a 85 aviões comerciais e entre 160 e 170 executivos até dezembro, crescimento próximo de 6% ano a ano. Com a aviação comercial representando a maior margem de lucro, o destaque fica para o E195-E2, maior jato já produzido pela empresa, e para o cargueiro militar KC-390, que ganhou novos contratos na Europa.
Especialistas avaliam que, enquanto rivais como Boeing e Airbus lidam com inspeções extras e revisões regulatórias, a Embraer preenche um nicho estratégico de aeronaves regionais, especialmente na faixa de 70 a 150 assentos. Esse cenário pode fortalecer a posição brasileira em mercados emergentes da Ásia e da África, onde a demanda por rotas de média distância segue aquecida.
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Crédito da imagem: Divulgação / Embraer