Repasses suspeitos ampliam pressão sobre investigação parlamentar
Viviane Barci de Moraes – dona do escritório de advocacia que recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025 – tornou-se peça-chave na apuração que mira a origem e a legalidade desses recursos, agora sob lupa da CPI do Crime Organizado.
- Em resumo: pagamentos constam no Imposto de Renda do banco e coincidem com operações hoje investigadas pela comissão.
Pagamentos milionários entram no radar da CPI
Os valores pagos ao escritório aparecem na declaração fiscal do Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A documentação foi entregue integralmente à CPI, que já solicitou quebras de sigilo para rastrear o trajeto do dinheiro. Segundo informações levantadas pela Reuters, a comissão estuda convocar representantes do banco e integrantes do escritório para depoimentos ainda neste mês.
“Os documentos foram encaminhados à CPI do Crime Organizado, que investiga possíveis irregularidades envolvendo operações financeiras e organizações criminosas.”
Liquidação do Banco Master e possíveis desdobramentos
Em fevereiro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, decisão que reforçou as suspeitas sobre a solidez da instituição. No mercado, a medida lembrou a intervenção que atingiu outras casas de médio porte na última década, quando falhas em controles internos precipitaram colapsos bilionários.
Especialistas apontam que, se for comprovado que os repasses ao escritório não correspondem a serviços efetivamente prestados, o caso pode evoluir para denúncias de lavagem de dinheiro e corrupção privada. Há, ainda, a possibilidade de responsabilização solidária caso se demonstre benefício direto a terceiros – o que ampliaria o alcance judicial para fora do setor financeiro.
O que você acha? A CPI deve priorizar a convocação de Viviane Barci ou do banqueiro Daniel Vorcaro primeiro? Para mais análises sobre o cenário político, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / POA24Horas