Adaptação de livro polêmico desvenda camadas íntimas da autora
Kristen Stewart – conhecida por papéis que marcaram a cultura pop – assume agora a cadeira de diretora para levar às telas “A Cronologia da Água”, obra memorialista que expõe abusos e a reconstrução de sua escritora.
- Em resumo: filme aborda traumas de infância de Lidia Yuknavitch, explorando abuso, luto e redenção.
Dos diários de Lidia Yuknavitch às telas
Publicado em 2011, o livro homônimo virou referência literária ao narrar, sem filtros, violência doméstica, dependência química e descobertas sexuais. A adaptação de Stewart promete manter a crueza original, mas com uma estética que a diretora descreve como “aquática e sensorial”, segundo entrevista repercutida pela Rolling Stone.
“Quero que o público sinta a água engolindo e devolvendo a protagonista, assim como seus traumas fizeram durante toda a vida”, declarou Stewart ao anunciar o projeto em festival independentemente.
Por que a estreia importa para Hollywood e para o debate social?
Além de marcar a transição de Stewart para trás das câmeras, o longa surge em um momento em que a indústria cobra representatividade de vozes femininas na direção – apenas 9% dos filmes de estúdio lançados em 2022 foram comandados por mulheres, segundo estudo da USC. Ao escolher um enredo que debate abuso e superação, a cineasta amplia a discussão iniciada por movimentos como #MeToo, dando palco a narrativas de sobreviventes.
O elenco ainda não foi confirmado oficialmente, mas bastidores apontam Imogen Poots no papel principal. A produção é independente, o que pode garantir liberdade criativa semelhante à elogiada estreia de Maggie Gyllenhaal em “A Filha Perdida”. Distribuidoras de nicho já disputam os direitos após a recepção positiva em mercados de roteiro.
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Crédito da imagem: Divulgação / Metropoles