Bloqueios e disparada de preços recolocam a rota no centro da geopolítica energética
Estreito de Ormuz – Principal corredor do petróleo mundial, a passagem estratégica registrou nesta terça-feira apenas três navios em trânsito, derrubando o fluxo diário de quase 140 embarcações e reacendendo a ameaça de o barril superar a marca psicológica de US$ 100.
- Em resumo: sanções dos EUA e retomada de restrições iranianas quase zeraram o tráfego na hidrovia.
Pressão de sanções e retomada de hostilidades
A nova escassez de embarcações ocorre após Washington reforçar o bloqueio a portos iranianos e Teerã voltar a impedir a navegação, inclusive disparando contra navios no fim de semana. Segundo a agência Reuters, até cargueiros que cumprem os requisitos formais das duas partes evitam a área pelo risco de apreensão.
“Ainda que a documentação esteja em ordem, qualquer navio pode ser alvo e não conseguir cruzar a rota”, alertou a corretora marítima BRS no relatório distribuído aos clientes.
Importância global e fantasma de escassez
Cerca de 20% do petróleo consumido no planeta – e um terço do gás natural liquefeito do Oriente Médio – sai diariamente pelo Estreito de Ormuz. Com a proximidade do fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, analistas já veem o mercado precificando interrupções prolongadas. Uma alta sustentada acima de US$ 100 agravaria pressões inflacionárias em economias que ainda lutam para conter o custo da energia desde a crise de 2022.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agora RS