Desequilíbrio energético do planeta pode ser maior do que o previsto
Cientistas internacionais alertam que a Terra está absorvendo mais energia do que consegue refletir de volta ao espaço, e os principais modelos climáticos podem estar subestimando essa diferença, colocando em xeque projeções de temperatura para as próximas décadas.
- Em resumo: Simulações climáticas estariam falhando em medir o ritmo real do aquecimento global.
Falha nos modelos amplia incerteza sobre metas climáticas
De acordo com o novo estudo, a discrepância ocorre porque os algoritmos que alimentam as simulações não capturam com precisão a interação entre nuvens, aerossóis e cobertura oceânica. Segundo especialistas ouvidos pela agência Reuters, essa lacuna pode significar que o nível de 1,5 °C acima da era pré-industrial seja alcançado antes do previsto.
“O planeta apresenta um balanço energético positivo persistente; se os números forem mesmo maiores, teremos menos tempo para adaptar políticas de mitigação”, diz um dos autores da pesquisa.
Contexto histórico e impacto direto no cotidiano
Observações de satélites como o CERES, da NASA, já haviam mostrado que o desequilíbrio energético quase dobrou entre 2005 e 2019. Agora, a nova análise sugere que o problema é ainda mais agudo, aproximando-se de patamares compatíveis com eventos extremos de calor, elevação do nível do mar e perda acelerada de gelo polar.
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Crédito da imagem: Divulgação / MetSul Meteorologia