EUA descartam troca do Irã por Itália na Copa; entenda o impasse

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Declaração oficial corta especulações sobre a presença iraniana no Mundial

Estados Unidos — O secretário de Estado Marco Rubio negou, na última quinta-feira (23), qualquer plano para barrar o Irã da Copa do Mundo e repassar a vaga à Itália, encerrando um boato que inflou tensões diplomáticas e esportivas.

  • Em resumo: Washington diz não haver movimento formal para excluir os iranianos, apesar de pressões políticas internas.

Rumor nasceu em conversa de assessor de Trump com a Fifa

A faísca surgiu quando Paolo Zampolli, conselheiro do ex-presidente Donald Trump, contou ao Financial Times ter sugerido a troca do Irã pela Itália diretamente a Trump e ao chefe da Fifa, Gianni Infantino. A afirmação ecoou rapidamente porque a tetracampeã Itália ficou fora do torneio após cair na repescagem europeia.

“Não sei de onde tiraram isso. São especulações de que o Irã poderia desistir e a Itália assumiria a vaga”, rebateu Rubio na Casa Branca.

Fifa sustenta presença iraniana e lembra regras

A entidade máxima do futebol reforçou que somente ela pode decidir sobre substituições, algo previsto apenas se uma seleção se retirar. Casos assim são raros — o exemplo mais próximo ocorreu em 1992, quando a Dinamarca entrou de última hora no lugar da Iugoslávia e acabou campeã da Eurocopa.

Internamente, a federação italiana classificou a ideia de “vergonhosa” e reafirmou que vaga se conquista em campo. Já o governo norte-americano admite eventuais restrições de entrada a acompanhantes da delegação iraniana ligados ao Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, mas garante a liberação de atletas.

O que você acha? A proposta de “convite” a grandes seleções deveria existir ou o critério esportivo deve prevalecer? Para mais análises, acesse nossa editoria de Futebol.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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