Detenção nos EUA amplia crise política e diplomática
Alexandre Ramagem – detido em solo norte-americano pela agência de imigração ICE – enfrenta agora a etapa mais delicada de sua trajetória política depois de ser condenado a 16 anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em uma trama golpista.
- Em resumo: Autoridades dos EUA executaram alerta internacional e prenderam o ex-diretor da Abin, que pode ser extraditado a qualquer momento.
Operação internacional acelera possível extradição
Segundo apuração citada pela Reuters, o nome de Ramagem constava em circular vermelha da Interpol desde a sentença do STF. A ICE manteve sigilo sobre o local exato da custódia, mas confirmou que o brasileiro foi localizado durante uma checagem de rotina em um aeroporto de Miami.
“Por unanimidade, os ministros do STF fixaram pena de 16 anos pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e associação criminosa”, diz o acórdão publicado no Diário da Justiça.
Contexto: de homem-forte da inteligência a foragido da Justiça
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e deputado federal até fevereiro, Ramagem ganhou notoriedade em 2020 quando quase assumiu a Polícia Federal. À época, sua proximidade com o então presidente Jair Bolsonaro gerou controvérsia. Nos meses seguintes, o parlamentar foi citado em investigações sobre uso político de dados de inteligência, episódio apelidado de “Abin paralela”.
Analistas recordam que a cooperação jurídica Brasil-EUA costuma ser rápida em casos de condenação definitiva. Em situações similares, o Departamento de Justiça norte-americano levou menos de 60 dias para entregar réus. Se o trâmite se repetir, Ramagem pode desembarcar no Brasil ainda neste trimestre para iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
O que você acha? A extradição rápida mudaria o cenário político em Brasília? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / ICE