Resgate inédito expõe tensão militar e corrida contra o tempo
Estados Unidos — Nesta sexta-feira (3), forças norte-americanas confirmaram ter localizado um dos ocupantes do caça furtivo F-35 que caiu no sudoeste do Irã, abrindo uma operação sem precedentes em território rival enquanto a procura pelo segundo tripulante continua.
- Em resumo: Um piloto foi salvo; drones e helicópteros vasculham área montanhosa à caça do outro.
Drones, helicópteros e pressão internacional
Imagens publicadas em redes sociais mostram enxames de aeronaves não tripuladas e helicópteros Black Hawk sobrevoando a província de Boyer-Ahmad, onde, segundo a TV estatal iraniana, o F-35 teria se desintegrado após a ejeção da tripulação. Israel colabora nos esforços de busca, revelou um oficial sob anonimato ao Reuters.
“Entreguem qualquer piloto inimigo às autoridades”, apelou uma apresentadora da IRIB, prometendo recompensa financeira aos moradores locais.
Por que a perda de um F-35 preocupa o Pentágono
Além do valor unitário estimado em US$ 80 milhões, o F-35 concentra tecnologia furtiva que Washington teme ver em mãos adversárias. Caso destroços intactos sejam recolhidos por Teerã, especialistas apontam risco de engenharia reversa e de divulgação de segredos de radar capazes de comprometer missões da OTAN no Golfo Pérsico.
O incidente marca a primeira vez que uma aeronave estadounidense cai em solo iraniano desde o início do conflito regional há cinco semanas, escalando a tensão em uma fronteira já inflamada por drones hostis, sanções econômicas e troca de retórica entre Washington e Teerã.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters