Mostra independente aposta em fanzines, flashes de tatuagem e debates sobre arte impressa
Garganta estreia sua 6ª edição no próximo fim de semana, transformando o multiespaço CC100 e o Estúdio Anexo em um polo de arte gráfica e performance entre 14h e 20h.
- Em resumo: 40 artistas de sete cidades ocupam dois espaços com entrada franca e programação interativa.
Por que vale a pena acompanhar a 6ª Garganta?
A feira coloca Porto Alegre no circuito nacional de publicações independentes, segmento que ganhou força após eventos como a Feira Plana, em São Paulo, e a Parada Gráfica, no MARGS. Segundo reportagem da GZH, o mercado de zines e HQs artesanais movimenta colecionadores e editoras de nicho, gerando renda direta para artistas que buscam escapar dos altos custos das grandes tiragens.
“A entrada é gratuita e o evento é pet friendly. O espaço conta com bicicletário e vagas nas ruas do entorno durante o horário da feira.”
Programação mistura oficinas, conversas e performances
O sábado (11) começa às 15h com Oficina de Stencil Art ministrada por Triafu; logo depois, o bate-papo “Presença pela Pintura” reúne Brunna Alexsandra e Elias Ficavontade. No domingo (12), a editora Estúdio MAR Edições discute processos de publicação às 16h, seguida da performance “Tempo, som, caminhos e memória”, de Wagner Menezes, às 18h. Para quem gosta de intervenções inesperadas, Juan Pablo Trabalha encena “Vendo Exposição” nos dois dias, sempre às 16h, enquanto o tatuador Mau.Criado oferece flash tattoos durante todo o evento.
Impacto na cena local e suporte ao artista independente
Fundada em 2022 por Mitti Mendonça e Wagner Mello, a Garganta foi criada para aproximar público e produção autoral. A entidade reforça a economia criativa no bairro Floresta, já conhecido por ateliês e estúdios colaborativos. Em consonância com iniciativas municipais de revitalização cultural, a feira funciona como vitrine para novos colecionadores e fortalece a rede entre artistas de Porto Alegre, Serra Gaúcha e Região Metropolitana.
O que você acha? A proliferação de feiras gráficas indica um novo modelo de distribuição artística ou apenas um nicho passageiro? Para mais conteúdos da região, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Garganta