Investigação revela histórico de agressões e falha na proteção
Gabriele de Oliveira – assassinada a tiros dentro de casa no bairro Capão da Cruz, em Sapucaia do Sul, na manhã de terça-feira (21). A Polícia Civil trata o companheiro da vítima como principal suspeito; ele fugiu e segue foragido.
- Em resumo: crime é o 27º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul só neste ano.
Suspeito some após o crime e vizinhança entra em alerta
Vizinhos relataram à polícia ter ouvido disparos logo cedo, mas não conseguiram impedir a fuga do suposto agressor. O caso reforça um padrão preocupante: em 70% dos feminicídios, o autor é o parceiro ou ex-parceiro, segundo levantamento citado pelo GZH.
“Este é o 27º feminicídio registrado apenas neste ano no Rio Grande do Sul.” — Dados da Polícia Civil
Escalada de violência doméstica pressiona políticas públicas
O Estado já acumula mais de uma centena de tentativas de feminicídio em 2023, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-RS). Em 2022, foram 73 mortes desse tipo em todo o ano, o que indica possível alta se a tendência não for interrompida.
Especialistas em gênero observam que a revogação de medidas protetivas, como a solicitada por Gabriele meses atrás, costuma aumentar o risco de reincidência. Programas de monitoramento eletrônico e atendimento psicológico às vítimas ainda não cobrem todos os municípios gaúchos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reprodução