Casos graves crescem nas cinco regiões e pressionam rede de saúde
Fiocruz divulgou recentemente novo Boletim InfoGripe indicando que o Brasil vive curva ascendente de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) impulsionada, sobretudo, pela Influenza A.
- Em resumo: 27,4% dos testes positivos nas últimas quatro semanas já são de Influenza A.
Por que os números dispararam?
O relatório mostra que Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresentam “risco ou alto risco de crescimento”. Segundo especialistas ouvidos pelo G1, a retomada plena de atividades presenciais e o relaxamento do uso de máscaras criaram ambiente propício para vírus respiratórios.
“No período de 22 a 28 de março, 36,9% dos óbitos por SRAG já tinham confirmação para Influenza A”, ressalta o boletim da Fiocruz.
Vacinação e cuidados: o que muda agora
A Campanha Nacional de Vacinação contra gripe, iniciada em 28 de março, foi estendida até 30 de maio. A meta do Ministério da Saúde é alcançar, no mínimo, 90% dos grupos prioritários — idosos, crianças, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação.
Historicamente, o país registra picos de Influenza entre maio e julho; em 2016, por exemplo, um surto da cepa H1N1 resultou em mais de 1,9 mil mortes. Especialistas alertam que repetir esse cenário poderia sobrecarregar UTIs já pressionadas por outras doenças respiratórias.
A Fiocruz recomenda ainda o uso de máscaras PFF2 ou N95 em locais fechados nas unidades federativas onde há evolução de SRAG, além de reforço na higiene das mãos. Gestantes a partir da 28ª semana devem buscar a imunização específica contra o Vírus Sincicial Respiratório para proteger os bebês no primeiro semestre de vida.
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Crédito da imagem: Divulgação / O Sul