Pesquisa compara atendimento tradicional a educadores pares para virar o jogo da prevenção
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou, em Salvador, um estudo que pretende provar que levar a profilaxia pré-exposição (PrEP) diretamente às ruas pode frear a escalada do HIV entre adolescentes e jovens de 15 a 24 anos.
- Em resumo: 1,4 mil participantes em Salvador e São Paulo testarão dois modelos de oferta de PrEP durante 12 meses.
Do consultório para a rua: dois modelos, um objetivo
Metade dos voluntários receberá a PrEP nas unidades de saúde; a outra metade será acompanhada por jovens treinados da própria comunidade — os “educadores pares”. A estratégia aposta em reduzir estigma e barreiras que, segundo dados citados pela CNN Brasil, afastam principalmente homens gays, travestis e mulheres trans dos serviços formais.
“Muitas vezes, o serviço de saúde não é receptivo; registramos muito estigma e discriminação”, alertou o pesquisador Laio Magno, que coordena o projeto na Bahia.
Por que isso importa: números que explicam a urgência
Embora a PrEP esteja disponível no SUS desde 2017, apenas 0,2% dos usuários têm entre 15 e 19 anos. Ao mesmo tempo, o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde indica que essa faixa etária concentra a maior taxa de novas infecções. A iniciativa da Fiocruz, financiada pelo National Institutes of Health (NIH) e com parceria da USP, pretende gerar evidências robustas até 2028 para embasar políticas públicas que levem a prevenção onde o risco é maior.
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Crédito da imagem: Divulgação / Fiocruz