Declaração sobre cores da bandeira reacende debate ideológico
Flávio Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (6) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “sempre preferiu o vermelho ao verde e amarelo”, colocando mais lenha na disputa pelos símbolos nacionais.
- Em resumo: senador diz que Lula “jogou a bandeira do Brasil na lata do lixo”.
‘Bandeira resgatada do lixo’, diz Flávio
Durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., exibido pela Band, o parlamentar alegou que foi o ex-presidente Jair Bolsonaro quem “resgatou o orgulho de ser brasileiro”. A crítica não é inédita, mas ganha peso num momento em que a apropriação das cores nacionais divide eleitores. Segundo levantamento da BBC News, o verde-amarelo tornou-se marca registrada de atos bolsonaristas desde 2018.
“Lula jogou a bandeira do Brasil na lata do lixo. O PT tocava a ‘Internacional Comunista’, não o hino do Brasil”, disparou o senador.
Por que as cores importam tanto na política?
Do ponto de vista histórico, partidos de esquerda usam o vermelho desde o século XIX, associando-o a movimentos trabalhistas. Já o verde e amarelo, cores oficiais da bandeira desde 1889, foram ressignificadas por grupos conservadores nos últimos anos. Especialistas apontam que, quando símbolos nacionais viram distintivos partidários, a disputa pela narrativa ganha contornos emocionais e pode influenciar até decisões eleitorais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan