O reencontro da Justiça paraguaia com a mentora do golpe documental
Dalia López – Foragida desde março de 2020, a empresária foi detida na última quinta-feira em uma residência de alto padrão em Assunção, encerrando o capítulo mais rumoroso do escândalo de passaportes falsos que envolveu Ronaldinho Gaúcho e seu irmão.
- Em resumo: Prisão incluiu a apreensão de mais de US$ 200 mil e reabre o processo por falsificação de documentos públicos e associação criminosa.
Operação surpresa e rendição por medo de represálias
A unidade de crimes econômicos da polícia paraguaia cercou o imóvel sem aviso prévio; López não resistiu e alegou ter se entregado porque “sua integridade física estava ameaçada”, conforme relatou a agência Reuters.
“Ela disse hoje que se entregou por considerar que sua integridade física estava ameaçada.”
Do escândalo de 2020 ao impacto no turismo e na imagem do Paraguai
O caso ganhou manchetes globais quando Ronaldinho foi detido por entrar no país com documentos adulterados para participar de um evento beneficente. À época, o ex-jogador pagou US$ 1,6 milhão de fiança, ficou em prisão domiciliar em um hotel de luxo e desembolsou outros US$ 90 mil para encerrar a pendência judicial. Especialistas em direito internacional veem o episódio como um alerta sobre a fragilidade dos sistemas de emissão de passaporte na região, fator que, segundo a Organização Mundial do Turismo, pode afastar investidores e turistas em mercados emergentes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Nacional do Paraguai