Fim abrupto da maratona diplomática levanta temor de nova escalada
Estados Unidos e Irã encerraram uma rodada de 20 horas de conversas em Islamabad sem qualquer entendimento sobre o fim do conflito no Oriente Médio, segundo transmissão da Band.
- Em resumo: divergências sobre o programa nuclear iraniano enterraram a proposta final norte-americana.
Linhas vermelhas travam consenso
No balanço feito ao deixar o Paquistão, o vice-presidente JD Vance afirmou que Teerã “optou por não aceitar nossos termos”. Do outro lado, o porta-voz Esmaeil Baqaei culpou “exigências descabidas” de Washington. A troca de acusações foi registrada também pela agência Reuters, que destacou a falta de avanço em “duas ou três questões cruciais” ainda não detalhadas.
“Tivemos discussões substanciais. A má notícia é que não chegamos a um acordo, e isso pesa mais para o Irã do que para os EUA”, resumiu JD Vance.
Por que isso importa para a estabilidade regional?
A estagnação reacende o histórico impasse sobre o programa nuclear persa. Desde o colapso do Plano de Ação Conjunto (JCPOA) em 2018, as tentativas de retomar limites ao enriquecimento de urânio se arrastam sem sucesso. Para analistas, a ausência de um pacto aumenta o risco de sanções adicionais e de um ciclo de retaliações que pode envolver aliados como Israel e Arábia Saudita.
O ministro paquistanês Ishaq Dar, anfitrião das tratativas, reforçou o apelo por um cessar-fogo imediato. Contudo, especialistas lembram que Islamabad carece de poder de pressão sobre os principais atores — cenário que reduz a expectativa de novos encontros no curto prazo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters