Declaração surge em meio à pressão da CPI do Crime Organizado
Gabriel Galípolo – diretor de Política Monetária do Banco Central – afirmou recentemente, durante sessão da CPI do Crime Organizado, que a autarquia limita-se a repassar informações aos investigadores, cabendo ao Judiciário confirmar eventuais fraudes.
- Em resumo: BC atua como “órgão de cooperação”, e não como investigador principal.
Cooperação limitada: como o BC age em casos sob investigação
Ao responder aos parlamentares, Galípolo frisou que o Banco Central só pode rastrear transações suspeitas e enviar relatórios ao Ministério Público e à Polícia Federal. De acordo com dados compilados pela Reuters, a autarquia já enviou mais de 30 mil comunicações de operações atípicas apenas no primeiro semestre.
“Quem vai efetivamente dizer se teve uma fraude ou não vai ser a Justiça”, enfatizou o diretor durante a oitiva.
Por que a fala importa para o mercado financeiro
A sinalização de Galípolo ocorre num momento em que fraudes envolvendo meios de pagamento instantâneo e criptomoedas pressionam a credibilidade do sistema financeiro. Em 2023, o volume de reclamações sobre golpes no Pix subiu 55%, segundo o BC. Especialistas lembram que, mesmo com o avanço de ferramentas antifraude, a responsabilização final depende de decisões judiciais – o que pode levar anos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil