Saiba como uma simples foto do RG pode alimentar redes de estelionatários digitais
WhatsApp — O envio apressado de RG, CPF ou CNH pelo aplicativo, ainda que solicitado por alguém aparentemente confiável, tem se tornado a porta de entrada favorita para golpistas, conforme alertam especialistas em segurança digital.
- Em resumo: documentos circulam por servidores externos e podem ser revendidos em fóruns clandestinos.
Por que o perigo é maior do que parece?
Quando a imagem do seu documento chega ao destinatário, ela percorre servidores fora do seu controle. Segundo relatório citado pelo Canaltech, bancos de dados ilegais vendem pacotes de identidades completas por valores inferiores a R$ 10.
A combinação de foto do RG e selfie permite abrir contas fraudulentas em menos de dez minutos, dizem analistas em cibercrime.
Fraudes, LGPD e o peso no bolso
Além de clonagem de cartão e contratação de crédito em seu nome, a exposição viola a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que prevê multas de até 2% do faturamento da empresa que vaza informações. Nos últimos três anos, o Brasil teve aumento de 37% em tentativas de fraude de identidade, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
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Crédito da imagem: Divulgação / WhatsApp