Entenda como links camuflados burlam até usuários experientes
Códigos QR — Tornaram-se onipresentes em cardápios, pagamentos e apps de serviços, mas agora também concentram uma nova leva de fraudes que, nas últimas semanas, tem enganado consumidores ao redirecionar para sites clonados de bancos e lojas.
- Em resumo: golpistas criam QR codes que parecem legítimos, ocultam o link real e capturam dados ou valores em segundos.
Táticas dos golpistas burlam a pré-visualização de links
A artimanha mais comum envolve encurtadores genéricos: ao apontar a câmera, o celular exibe apenas um endereço resumido — aparentemente inofensivo — que, segundos depois, leva a uma página clonada. De acordo com levantamento publicado pelo Canaltech, a prática cresceu 38% no primeiro trimestre deste ano, impulsionada pela popularização do Pix e pela pressa dos usuários em concluir pagamentos.
“O código QR possui um padrão cujo formato da imagem não permite visualizar o endereço final da internet antes do acesso.”
Contexto, números e como se proteger
Relatório recente do FBI aponta que mais de US$ 40 milhões foram perdidos em golpes que utilizam QR codes apenas em 2023. No Brasil, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já orienta empresas a fixarem adesivos holográficos nos QR codes impressos para dificultar a troca por etiquetas falsas em caixas eletrônicos ou mesas de restaurantes.
Especialistas sugerem três passos práticos de verificação: observar se o domínio final termina com “.br” oficial da instituição, desconfiar de promoções que pedem login imediato e preferir apps bancários abertos manualmente, evitando cliques automáticos. Dispositivos Android e iOS mais recentes oferecem a opção “Visualizar link completo” — um toque extra que pode impedir o ataque.
O que você acha? Você já conferiu o endereço antes de pagar com QR code? Para mais orientações e novidades sobre segurança digital, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / TudoCelular