Pressão por reajuste histórico e cumprimento de lei federal acende alerta na região metropolitana
Sindicato dos Profissionais em Educação de Canoas (Sinprocan) – Iniciou, na manhã desta quarta-feira (22), uma greve por tempo indeterminado que já mantém milhares de alunos sem aula na rede municipal.
- Em resumo: categoria exige reajuste real após 24 anos e aplicação da Lei Federal 15.326/2026.
Reivindicações vão além do salário; falta de monitores e estrutura preocupa
Os educadores relatam salas superlotadas, carência de monitores para estudantes com deficiência e prédios escolares deteriorados. De acordo com apuração do GZH, a cidade já enfrentou paralisações parciais em 2023 pela mesma pauta, mas esta é a primeira greve total desde 2018.
“São 24 anos sem aumento real, déficit de profissionais em sala de aula, falta de monitores para alunos com deficiência e precariedade estrutural nas escolas.”
Impacto financeiro e jurídico: o que diz a nova lei do magistério
A Lei 15.326/2026, sancionada em janeiro, inclui oficialmente professores da Educação Infantil na carreira do magistério, pressionando os municípios a equiparar vencimentos ao piso nacional de R$ 4.420,55. Canoas, porém, ainda não incorporou o dispositivo no plano de carreira. Especialistas em contas públicas estimam que o ajuste exigiria aporte de cerca de R$ 18 milhões anuais, montante que representa menos de 3% do orçamento total da cidade para 2026.
O que você acha? A paralisação deve acelerar o diálogo com a Prefeitura ou prolongar a crise nas salas de aula? Para acompanhar todos os desdobramentos, acesse nossa editoria do Rio Grande do Sul.
Crédito da imagem: Divulgação / Sinprocan