Crescimento acelerado de golpes pressiona usuários e bancos
WhatsApp – Um estudo da Redbelt Security revelou que os grupos que vendem a promessa de “renda extra” saltaram de 73 para 128 no Brasil em apenas 15 meses, avanço de 75% que mostra a sofisticação dos golpistas e a facilidade de disseminação via mensageiro.
- Em resumo: falsos recrutadores pagam valores baixos para ganhar confiança e exigem Pix alto na etapa seguinte.
Pagamento simbólico serve de isca psicológica
Nos chats, perfis falsos exibem comprovantes de saques entre R$ 5 e R$ 20 para atrair vítimas. Após a primeira “tarefa”, surge o depósito antecipado: quem envia R$ 1.000 promete receber R$ 1.500 no dia seguinte. O dinheiro some tão rápido quanto chega, padrão já classificado como variação do esquema chinês Sha Zhu Pan, segundo especialistas ouvidos pelo Canaltech.
“É um golpe híbrido que mistura engajamento falso, phishing e aplicativos bancários adulterados para roubo de senhas”, resume Eduardo Lopes, analista da Redbelt Security.
Perdas bilionárias e público idoso no alvo
Fraudes via Pix já alcançaram 24 milhões de brasileiros e causaram prejuízo de R$ 29 bilhões entre julho de 2024 e junho de 2025. Dados da Silverguard apontam aumento de 21% no valor médio perdido por vítima em 2025, chegando a R$ 2.540; pessoas acima de 60 anos perdem, em média, cinco vezes mais que jovens de 18 a 29.
Para conter a escalada, o Banco Central reforçou limites noturnos do Pix e tem exigido autenticação em dois fatores das instituições financeiras. Mesmo assim, pesquisas do Datafolha indicam 4.500 tentativas de golpe por hora no país, evidenciando a urgência de campanhas de educação digital.
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Crédito da imagem: Divulgação / Redbelt Security