Condecoração máxima vira alvo de investigação sangrenta
Ben Roberts-Smith – o militar mais condecorado da Austrália – foi preso recentemente sob acusação de executar cinco civis desarmados durante missões no Afeganistão, crime que pode levá-lo à prisão perpétua.
- Em resumo: herói da Victoria Cross agora responde por suposto massacre de afegãos.
Do topo das honras militares ao banco dos réus
Aos 45 anos, Roberts-Smith sempre foi citado como símbolo de bravura, até que denúncias de ex-colegas o colocaram no centro de um inquérito criminal. Segundo reportagens da BBC News, o veterano teria ordenado e participado das execuções durante patrulhas em 2009.
“Ele é acusado de assassinar cinco homens que estavam rendidos e desarmados”, aponta a peça de acusação apresentada pela polícia federal australiana.
Risco jurídico e impacto na imagem das Forças Armadas
Roberts-Smith recebeu a Victoria Cross – a mais alta honraria do país – em 2011, mas seu prestígio começou a ruir com o Brereton Report de 2020, que revelou indícios de crimes de guerra cometidos pelo SAS australiano. Especialistas em direito militar alertam que esta prisão amplia a pressão por reformas na cadeia de comando e pode abrir precedentes para novas ações contra outros soldados envolvidos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters