Inflação e bombas pressionam iranianos após um mês de guerra

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Moradores relatam rotina de explosões e prateleiras vazias

Irã – Um mês depois do início da nova onda de confrontos na região, cidadãos iranianos descrevem um cenário de sirenes diárias, preços duplicados e silêncio forçado diante do risco de repressão.

  • Em resumo: civis denunciam ataques frequentes, inflação recorde e medo de protestar contra o governo.

Ataques se espalham por diferentes províncias

Relatos obtidos pela BBC indicam que as explosões já não se limitam às áreas de fronteira. Moradores de cidades como Tabriz, Isfahan e até a capital, Teerã, relatam alertas de mísseis quase todas as noites, enquanto abrigos improvisados se tornam parte da paisagem urbana. Em paralelo, dados da Reuters mostram um aumento de 17% nos incidentes armados dentro do território iraniano desde o início do conflito regional.

“Não temos dinheiro nem para comida básica, e ainda precisamos correr para o porão toda vez que ecoa uma sirene”, contou uma mãe de dois filhos à BBC.

Economia em colapso aprofunda o drama humanitário

Além das bombas, o rial segue perdendo valor: especialistas estimam desvalorização de cerca de 30% apenas em 2023, elevando a inflação oficial para perto de 45%. O preço do pão subiu 60% em algumas províncias, e produtos como arroz e óleo já sumiram das gôndolas. Analistas lembram que o país enfrenta sanções internacionais desde 2018; agora, a guerra adiciona novos choques de oferta e fuga de capitais.

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Crédito da imagem: Divulgação / BBC

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