Celular vira instrumento científico e de divulgação na órbita lunar
NASA — A agência espacial norte-americana autorizou recentemente o uso de smartphones pessoais em missões tripuladas, e a decisão já rende frutos históricos: fotos da Terra e da Lua feitas a bordo da cápsula Orion, na missão Artemis II, com um iPhone 17 Pro Max.
- Em resumo: a captura é a primeira imagem completa do planeta tirada por humanos desde 1972 e ocorreu a 406 mil km de distância.
Por que um iPhone na cápsula Orion?
O comandante Reid Wiseman optou pelo topo de linha da Apple pelas lentes tetraprisma e pelo sensor de 48 MP, capazes de lidar com forte contraste de luz fora da atmosfera. Recursos de IA para redução de ruído também foram decisivos, de acordo com briefing divulgado pela agência. Testes feitos em solo mostraram que o modelo supera câmeras industriais em portabilidade, algo confirmado pela própria Canaltech.
A Artemis II percorreu “248.655 milhas, a maior distância já alcançada por seres humanos além da Terra”, registrou o centro de controle da missão.
Impacto na corrida lunar e além
A iniciativa integra a estratégia da NASA, ESA e AEB de tornar missões mais “plug and play”, reduzindo peso e custo com equipamentos fotográficos. Especialistas apontam que a adoção de dispositivos de consumo acelera o compartilhamento de dados ao público e facilita futuras operações em Marte, onde cada grama conta.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA