Bloqueio reacende temor de choque no preço do barril
Irã – Em resposta aos recentes bombardeios de Israel contra alvos no Líbano, Teerã voltou a interromper a navegação no estratégico Estreito de Ormuz, ponto de passagem de um quinto do petróleo mundial, gerando tensão imediata no mercado.
- Em resumo: apenas três petroleiros conseguiram atravessar o corredor marítimo nas primeiras horas após o anúncio de cessar-fogo mediado por Donald Trump.
Tráfego de navios despenca e mercado reage
Dados de monitoramento marítimo indicam que o fluxo diário, que costuma superar 40 navios-tanque, desabou para números residuais. Analistas ouvidos pela agência Reuters alertam que cada dia de bloqueio pode pressionar o Brent acima de US$ 90, elevando custos de transporte e seguros.
“Apenas três petroleiros cruzaram o Estreito de Ormuz nas primeiras horas após o cessar-fogo anunciado por Trump”, aponta o relatório inicial das autoridades portuárias da região.
Por que Ormuz é vital e o que pode vir a seguir
O corredor marítimo conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e responde por cerca de 20% do comércio global de petróleo cru. Situações semelhantes em 2019 e 2021 causaram altas de até 14% no barril em menos de 48 horas. Especialistas lembram ainda que Sanções internacionais ativas contra Teerã limitam opções diplomáticas rápidas, ampliando o risco de prolongamento da crise.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters