Laudo da PF isenta Bolsonaro e contraria Moraes de novo

Deivid Jorge Benetti
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Relatório repete conclusão, mas investigação no STF permanece ativa

Jair Bolsonaro volta ao centro da cena política após a Polícia Federal reafirmar, pela segunda vez, que não encontrou indícios de interferência do ex-presidente nas investigações da corporação; mesmo assim, o ministro Alexandre de Moraes decidiu manter o inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF).

  • Em resumo: PF sustenta ausência de provas contra Bolsonaro, porém Moraes e o procurador-geral Paulo Gonet não arquivam o caso.

Por que o STF ainda não arquivou o inquérito?

A nova manifestação da PF chegou ao STF na última semana e, segundo apuração da Reuters, reforça o laudo entregue em 2022, quando peritos descartaram qualquer ingerência direta do Planalto sobre delegados ou superintendências.

“O relatório técnico conclui que não houve atos de ingerência do então presidente Jair Messias Bolsonaro que configurassem crime de advocacia administrativa ou obstrução de Justiça”, destaca o documento protocolado pela PF.

Mesmo diante da conclusão, Moraes optou por dar vista ao parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). Paulo Gonet tem 15 dias para se posicionar — prazo que pode ser prorrogado. Especialistas em direito constitucional lembram que cabe ao relator decidir pelo arquivamento, mas, sem manifestação da PGR, o processo costuma permanecer em aberto.

Cronologia da crise: de Moro à segunda conclusão da PF

A investigação nasceu em abril de 2020, após a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça. Na ocasião, o ex-ministro acusou Bolsonaro de tentar trocar a chefia da PF para obter informações sigilosas sobre investigações que envolviam aliados e familiares. A denúncia levou Moraes a autorizar diligências e quebras de sigilo de celulares de assessores presidenciais.

Em 2022, o primeiro laudo pericial já havia apontado ausência de interferência. Mesmo com o parecer, o inquérito foi mantido aberto por “fatos supervenientes”. Agora, dois anos depois, a PF ratifica sua análise inicial, reforçando que não houve pressão hierárquica sobre delegados nem mudanças de pessoal que afetassem a autonomia das apurações.

No meio político, aliados de Bolsonaro pressionam pelo arquivamento imediato, enquanto oposicionistas afirmam que o STF deve esgotar “todas as linhas de investigação” antes de encerrar o caso. A decisão final, portanto, segue nas mãos de Moraes e de Gonet.

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Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo

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Deivid Jorge Benetti é jornalista e criador do portal Mostrando pra Você, com foco em cobertura política nacional e regional. Atua na análise de decisões governamentais, movimentações do cenário político e impactos diretos na sociedade, com atenção especial ao Rio Grande do Sul e à cidade de Porto Alegre. Com uma abordagem direta e informativa, busca traduzir temas complexos da política em conteúdos acessíveis ao público, mantendo o compromisso com a clareza, atualização e relevância das informações.