Pedido intensifica tensão entre Congresso e Supremo após novos ataques
Lindbergh Farias – O deputado do PT protocolou, recentemente, uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo que o ministro Alexandre de Moraes decrete a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro, sob a acusação de tentativa de intimidação contra integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
- Em resumo: Petista diz que o filho do ex-presidente busca “criar clima hostil” contra o Judiciário.
O que motivou o pedido de urgência
O estopim para a representação foram declarações disseminadas em redes sociais e eventos públicos nas quais Eduardo Bolsonaro teria insinuado retaliações a magistrados caso decisões eleitorais contrariassem interesses do grupo bolsonarista. A peça entregue ao STF reúne vídeos, transcrições e reportagens — parte delas já checada por veículos como a G1 — apontando suposto incitamento à desobediência civil.
“Há tentativa deliberada de criar um ambiente de intimidação contra ministros do TSE”, afirma o documento assinado por Lindbergh.
Possíveis repercussões para o clã Bolsonaro
Se Moraes acatar o pedido, Eduardo Bolsonaro poderá ser alvo de mandado de prisão preventiva, medida que, no âmbito do inquérito das fake news, já atingiu outros aliados do ex-presidente. Além disso, uma decisão favorável abriria precedente inédito contra um deputado federal em exercício, repercutindo diretamente no cálculo político de Jair Bolsonaro, que tenta manter coesão no PL e preparar alianças para as eleições municipais de 2024.
Nos bastidores do Congresso, líderes do Centrão avaliam que a escalada de atritos com o STF pode isolar ainda mais o núcleo duro bolsonarista. Analistas lembram que, desde 2020, Moraes adotou postura firme contra ataques institucionais, aplicando multas e bloqueios de redes sociais a parlamentares investigados. Caso a postura seja reiterada, especialistas em direito constitucional apontam risco de cassação de mandato, algo que também preocupa outros integrantes da família Bolsonaro sujeitos a inquéritos correlatos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Câmara dos Deputados