Sistema de pagamentos vira peça-chave na disputa econômica com Washington
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta semana, um relatório do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos que enquadra o Pix como “ameaça competitiva” à liderança financeira norte-americana, assegurando que o Brasil não fará qualquer ajuste na plataforma.
- Em resumo: Lula descartou mudanças, classificou o documento como “pressão externa” e ressaltou a soberania do Banco Central.
Relatório americano acende alerta no Planalto
O dossiê, encaminhado ao Congresso dos EUA, aponta que modelos instantâneos de pagamento podem reduzir o uso de cartões emitidos por bandeiras norte-americanas. Segundo reportagem da Reuters, o texto lista o Pix como exemplo de inovação que “reconfigura fluxos de receita globais”.
“Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix. Ele é do povo brasileiro e dá certo do jeito que está”, disse Lula em evento no interior de São Paulo.
Pix já movimenta mais que TED e cartão de débito somados
Lançado em 2020, o sistema acumula cerca de 160 milhões de usuários cadastrados e registrou, apenas em 2023, mais de R$ 17 trilhões transacionados — superando, pela primeira vez, a soma de DOC, TED e cartões de débito, de acordo com dados do Banco Central. Especialistas lembram que o modelo sem tarifas para pessoa física pressiona margens de bancos estrangeiros que atuam no Brasil.
O que você acha? O Pix deve permanecer intocado ou precisa se adaptar a pressões internacionais? Para mais análises de bastidores em Brasília, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Palácio do Planalto