Saída de Marina Silva e Renan Filho eleva para 18 as mudanças no 1º escalão
Governo Lula – Em uma movimentação exigida pela legislação eleitoral, o Palácio do Planalto oficializou nesta quarta-feira (1º) as exonerações de Marina Silva e Renan Filho dos ministérios do Meio Ambiente e dos Transportes, respectivamente, a pouco mais de seis meses do primeiro turno das eleições municipais.
- Em resumo: com as novas baixas, 18 dos 37 ministros deixam cargos para concorrer em outubro.
- Prazo de desincompatibilização termina em 4 de abril, segundo o TSE.
Quem ocupa as cadeiras estratégicas a partir de agora
Para manter a engrenagem administrativa, João Paulo Capobianco, braço-direito de Marina, assume o Meio Ambiente, enquanto George Palermo Santoro passa a comandar Transportes. Ambos eram secretários-executivos, posição que historicamente funciona como “vice-ministro” e garante continuidade de projetos sensíveis, como ressaltou a Reuters em análise recente sobre o impacto das trocas.
“A exigência de afastamento busca impedir abuso de poder econômico ou político nas eleições, assegurando igualdade de condições”, destaca o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Desincompatibilização muda o tabuleiro eleitoral de 2024
Além de Marina, cotada para disputar o Senado por São Paulo, e de Renan Filho, que pretende retornar ao governo de Alagoas, a debandada atinge pastas com forte apelo regional, redirecionando verbas e visibilidade para aliados já de olho nas urnas. Em 2022, movimento parecido envolveu 12 ministros e influenciou alianças estaduais; agora, o número é 50% maior, reforçando a estratégia do Planalto de manter palanques competitivos em todos os estados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil