Queimas precisas, falha de rádio e cubesats: bastidores do voo inaugural
Artemis 2 iniciou sua jornada lunar na noite de 1º de abril às 19h35 (Brasília), superando duas queimas do estágio SLS, um contratempo de comunicação e a estreia de pilotagem manual da cápsula Orion, etapa vital para as missões tripuladas que voltarão à Lua após meio século.
- Em resumo: Orion atingiu apogeu de 69.200 km, liberou satélites de pesquisa e encerrou o dia com todos os sistemas restabelecidos.
Órbita estabilizada e teste manual sob liderança de Victor Glover
A primeira hora em órbita exigiu manobras delicadas: a queima inicial elevou o perigeu para 185 km, afastando riscos de reentrada prematura; na sequência, o apogeu ultrapassou 69 mil km, trajetória recorde para a nave. Durante a Proximity Operations Demonstration, o piloto Victor Glover aproximou Orion a 10 m do estágio ICPS, validando futuros acoplamentos em voo, passo descrito como “crucial para a segurança da tripulação” segundo análise do Canaltech.
“Segundo a Nasa, o 1º dia da Artemis 2 cumpriu os principais objetivos previstos para essa fase inicial.”
Falha de rádio, banheiro consertado e satélites internacionais
Uma troca entre satélites de retransmissão deixou a tripulação sem canal de volta por alguns minutos; o reparo foi imediato. Outro desafio prático foi o sanitário: Christina Koch realizou testes que devolveram funcionamento pleno antes do período de descanso. Cinco horas após o lançamento, cubesats de Alemanha, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Argentina foram ejetados para estudar radiação e clima espacial, dados que influenciarão o desenho de naves pressurizadas para voos de longa duração.
Por que esse primeiro dia importa para o futuro lunar?
O desempenho da Artemis 2 é o ensaio geral para a Artemis 3, programada para pousar no polo sul lunar em 2027, onde há indícios de gelo de água. Na última missão tripulada, a Apollo 17 (1972), a eletrônica era analógica; agora, sensores digitais e IA conferem autonomia inédita. O sucesso desses testes reduz riscos e reforça a posição dos EUA em uma nova corrida que inclui China e iniciativas privadas como a SpaceX.
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Crédito da imagem: Divulgação / Nasa