Proibição de 3 de julho a 30 de setembro mira a ferrugem asiática
Mapa – O Ministério da Agricultura e Pecuária oficializou, pela Portaria nº 1.579/2026, o vazio sanitário da soja no Rio Grande do Sul entre 3 de julho e 30 de setembro, proibindo o plantio e a manutenção de plantas vivas por exatos 90 dias.
- Em resumo: qualquer pé de soja deve ser eliminado nesse período sob risco de multa.
Por que o bloqueio de 90 dias é decisivo
A pausa obrigatória busca reduzir o inóculo do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela ferrugem asiática, considerada pela G1 como a doença mais onerosa da cultura. Sem hospedeiro vivo, o patógeno perde força antes da próxima safra.
“Os períodos de vazio sanitário e calendário de semeadura publicados pelo Mapa foram mantidos iguais nas últimas duas safras, sendo repetidos na próxima. Trata-se da consolidação de importante instrumento de manejo do patógeno no Estado”, detalha Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi.
Calendário de semeadura e risco de resistência
Terminada a janela de vazio, o produtor só poderá semear de 1º de outubro de 2026 a 28 de janeiro de 2027. A limitação sincroniza aplicações de fungicidas e evita que populações do fungo criem resistência química, meta do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática.
Impacto econômico para o Rio Grande do Sul
Terceiro maior produtor brasileiro, o RS colheu cerca de 22 milhões de toneladas em 2024, segundo a Conab. Estimativas da Embrapa indicam que surtos severos de ferrugem podem cortar até 90% do rendimento, o que representaria perda superior a R$ 40 bilhões no estado. Por isso, a adesão ao vazio sanitário é vista como condição de competitividade nos mercados interno e externo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Fernando Dias