Mais de 3.500 km, seis estados e um teste de resistência para passageiros e empresas
Rota São Paulo–Rio Branco – Operando regularmente, o trajeto de 3.577 km consome cerca de 60 horas dentro de um único ônibus, revelando os gargalos logísticos e a paciência exigida de quem cruza o país por terra.
- Em resumo: É a linha rodoviária mais longa em operação contínua no Brasil, superando dois dias ininterruptos de estrada.
Por que a viagem demora tanto?
A maratona começa no Terminal Tietê, segue pela Anhanguera, corta o Centro-Oeste e finaliza já na confluência amazônica. Trechos como a BR-364, conhecidos por buracos e obras constantes, reduzem a velocidade média para cerca de 60 km/h, segundo levantamento do G1.
“Encarar mais de dois dias seguidos em um ônibus pode parecer extremo, mas é realidade de quem depende desse percurso”, destaca o informativo original.
Custos, alternativas e impacto regional
A tarifa gira em torno de R$ 700, valor que sobe na alta temporada e inclui paradas obrigatórias para troca de motorista e refeições. Em comparação, uma passagem aérea entre os mesmos destinos custa a partir de R$ 1.200 e dura 4 h30, mas voos diários são limitados. Para moradores do Acre, a linha rodoviária continua sendo opção crucial para transporte de pequenas cargas e deslocamentos emergenciais, especialmente quando cheias isolam o aeroporto local.
O que você acha? Você encararia 60 horas de estrada ou pagaria mais por um voo? Para mais pautas sobre mobilidade no país, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / O Antagonista