Entenda por que a conta da viagem não subiu tanto quanto podia
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) – Em entrevista nesta sexta-feira (10), o presidente Tiago Chagas revelou que o pacote emergencial do Governo Federal, aliado a uma estratégia de parcelamento da Petrobras, impediu que as passagens aéreas disparassem até 30%, limitando o reajuste a cerca de 12%.
- Em resumo: Intervenções oficiais seguraram metade do impacto previsto nas tarifas.
Querosene 55% mais caro pressiona, mas efeito foi contido
O querosene de aviação (QAV) subiu 55% em 1º de abril, impulsionado pela escalada do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Segundo Chagas, cada ponto percentual no QAV pesa diretamente na passagem, já que o combustível representa 40% do custo operacional das companhias. Reportagem da G1 detalha a correlação entre petróleo e tarifas, reforçando que sem intervenção o consumidor pagaria até um terço a mais.
“Com as medidas, o aumento, em vez de chegar a 30%, deve ficar entre 10% e 12%”, destacou o presidente da Anac.
Crédito, isenção de impostos e risco de rotas canceladas
Para equilibrar a planilha das empresas, o governo zerou PIS/Cofins sobre o QAV e abriu uma linha de crédito específica. O alívio chega num momento crítico: dados da IATA indicam que o câmbio e o combustível já haviam elevado em 43% o custo médio de voar no Brasil desde 2023. Se os bilhetes ficarem caros demais, rotas regionais podem ser canceladas por baixa ocupação, reduzindo a conectividade justamente quando o turismo interno ganha fôlego pós-pandemia.
O que você acha? As medidas são suficientes ou o preço das passagens ainda pesa no seu orçamento? Para mais análises sobre decisões de Brasília, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil