Por dentro da negociação milionária que quase tirou a atriz do clássico
Meryl Streep surpreendeu ao revelar, em entrevista recente à Variety, que inicialmente recusou “O Diabo Veste Prada” até conquistar um aumento salarial substancial, movimento que redefiniu as conversas de cachê feminino em Hollywood.
- Em resumo: Streep só assinou o contrato após dobrar o salário oferecido pelo estúdio.
Reviravolta nos bastidores: por que Streep disse “não” primeiro
Conforme detalhou a atriz, o estúdio lhe apresentou uma proposta considerada “inaceitável” para o porte do papel de Miranda Priestly. Ao ameaçar sair do projeto, Streep forçou nova rodada de negociações, atitude que ecoa discussões atuais sobre paridade salarial. Segundo levantamento da revista Rolling Stone, apenas 34 % dos filmes de grande orçamento em 2022 pagaram cachês equivalentes a protagonistas mulheres e homens.
“Eu sabia que seria um sucesso, então pedi que colocassem um valor que refletisse isso”, contou Streep à Variety.
O impacto financeiro e cultural do “sim”
Lançado em 2006, “O Diabo Veste Prada” faturou mais de US$ 326 milhões mundialmente e rendeu a Streep sua 14ª indicação ao Oscar. Ao bater o pé por um cachê maior, a atriz também abriu brecha para que colegas como Anne Hathaway renegociassem bônus de bilheteria, prática hoje comum em franquias de super-heróis.
Especialistas apontam que a postura de Streep acelerou mudanças contratuais em estúdios ligados à então 20th Century Fox, hoje parte da Disney. Em 2021, por exemplo, a empresa revisitou acordos de participação nos lucros após pressões de estrelas de “Viúva Negra”.
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Crédito da imagem: Divulgação / 20th Century Fox