Território de seis campos de futebol promete “vida sem aborrecimentos”
Slowjamastan surgiu no coração do deserto da Califórnia e, em menos de dois anos, registrou 25 mil “cidadãos” de 135 países, interessados em escapar de divisões políticas ou, simplesmente, colecionar um passaporte curioso.
- Em resumo: Micronação criada em 2021 já cunhou moeda própria, impõe leis inusitadas e atrai turistas com carimbo de fronteira.
Como nasceu o sultanato californiano
O criador, o radialista Randy “R Dub!” Williams, investiu US$ 19 mil em 44 acres de terras áridas no condado de Imperial, a cerca de 100 km da fronteira com o México. Em dezembro de 2021, declarou independência, hasteou bandeira, gravou hino e abriu pedidos de cidadania on-line. Segundo a BBC News, não é preciso pisar no local para obter o documento; basta preencher um formulário digital e pagar a taxa correspondente.
“Se você não gosta das regras do seu país, crie o seu”, afirma o autoproclamado sultão Randy Williams, defendendo leis que vão de proibir Crocs a vetar “mumble rap”.
Micronações ganham força como protesto e entretenimento
Slowjamastan integra uma lista de mais de 100 micronações ativas no mundo, ao lado da histórica Sealand (Reino Unido) e da bem-humorada Molossia (Nevada, EUA). Pesquisadores apontam que a explosão de pedidos de cidadania virtual se intensificou após a pandemia, quando redes sociais ampliaram a busca por comunidades alternativas. Embora sem reconhecimento legal, essas iniciativas criam identidade própria, geram turismo de nicho e, em alguns casos, movimentam economias locais com souvenires e eventos comemorativos.
O que você acha? Você solicitaria um passaporte de um país que não existe no mapa oficial? Para mais histórias curiosas do cenário global, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Slowjamastan