Fim dos atalhos de navegador indica nova fase de performance para o sistema
Microsoft confirmou recentemente que está recrutando um novo time dedicado a desenvolver aplicações 100% nativas para o Windows 11, uma guinada que promete cortar a lentidão típica dos Web Apps e entregar resposta quase instantânea ao usuário.
- Em resumo: apps nativos devem reduzir latência e consumo de RAM já a partir de 2026.
Navegador disfarçado vira vilão de desempenho
Serviços populares, como o WhatsApp da Microsoft Store, rodam hoje em contêineres WebView — na prática, janelas de navegador sem interface. Essa camada extra explica o atraso na abertura e o alto uso de memória, segundo detalha uma análise da The Verge que ecoa críticas antigas da comunidade.
“A prioridade é oferecer experiências significativas e fluidas, sem exigir que os candidatos já dominem o ecossistema Windows”, publicou Rudy Huyn, engenheiro de desenvolvimento da Microsoft, em 26 de março de 2026.
Por que a mudança importa para usuários e mercado
Ao abandonar PWAs, a Microsoft busca alinhar o Windows 11 às práticas da Apple e do Android, onde apps nativos são sinônimo de integração total com temas, modos escuros e recursos de acessibilidade. Analistas lembram que máquinas corporativas podem economizar até 30% de uso de memória ao trocar WebView por código compilado, tornando o sistema mais atraente para grandes frotas.
Além disso, a medida faz parte do plano de “limpeza” anunciado para este ano, que inclui aprimorar o Explorador de Arquivos e descartar funções de IA pouco usadas. Somado ao recente recuo na expansão de IA generativa, o pacote reforça a estratégia de estabilizar o sistema antes da chegada de novos dispositivos ARM em 2026.
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Crédito da imagem: Divulgação / Microsoft