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Porto Alegre - Capital / RS Zona Norte

Bomba flutuante esta em operação no Sarandi.

Foram instaldas mais bombas flutuantes na região metropolitana.

20/05/2024 08h34 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Fonte: Prefeitura Municipal de Porto Alegre
Fonte:Prefpoa -" Vista aérea da instalação da bomba"- Foto:Gustavo Garbino
Fonte:Prefpoa -" Vista aérea da instalação da bomba"- Foto:Gustavo Garbino

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) deu início a uma importante operação de combate aos alagamentos em Porto Alegre com a instalação da primeira bomba flutuante na tarde deste domingo, 19 de maio. Este equipamento, emprestado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), faz parte de uma iniciativa maior que visa prevenir e mitigar os impactos das fortes chuvas na cidade.

No total, serão instaladas nove bombas de alta capacidade na cidade, cada uma com a capacidade de drenar aproximadamente 2 mil litros de água por segundo, o que equivale a 7,2 milhões de litros por hora. Os locais estratégicos escolhidos para a instalação incluem a região do aeroporto, Sarandi e Humaitá, áreas frequentemente afetadas por enchentes.

Mauricio Loss, diretor-geral do Dmae, explicou que cada equipamento pesa cerca de 10 toneladas. "A Sabesp disponibilizou 18 bombas para o Estado, e estão sendo direcionadas para Canoas e Porto Alegre. As demais bombas devem chegar entre hoje e amanhã e serão instaladas ao longo da semana por técnicos da Sabesp e do Dmae", afirmou Loss.

A instalação das bombas flutuantes envolve uma operação complexa e coordenada. O processo começa com a movimentação dos flutuantes utilizando caminhões-munck, seguido pelo transporte de geradores de grande amperagem até os locais de instalação. Uma vez no local, é necessário posicionar corretamente os equipamentos e redimensionar os canos de expurgo que conduzirão a água drenada até os rios Gravataí e Guaíba.

A implementação desta infraestrutura é uma resposta direta às necessidades críticas de Porto Alegre, que tem enfrentado problemas significativos com alagamentos durante os períodos de chuvas intensas. Estes equipamentos têm o potencial de transformar a capacidade da cidade de gerenciar grandes volumes de água, protegendo tanto áreas residenciais quanto comerciais de danos causados por inundações.

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Porto Alegre, como muitas cidades brasileiras, tem uma história marcada por episódios de enchentes que causam prejuízos materiais e sociais significativos. As áreas do aeroporto, Sarandi e Humaitá são particularmente vulneráveis devido à topografia e à densidade populacional.

Historicamente, as medidas adotadas para lidar com as enchentes variaram desde a construção de diques e canais até a instalação de sistemas de drenagem urbana. No entanto, o aumento da frequência e intensidade das chuvas nos últimos anos tem exigido soluções mais robustas e inovadoras, como a implantação das bombas flutuantes.

A parceria entre o Dmae e a Sabesp é um exemplo de colaboração intermunicipal que pode servir de modelo para outras regiões do país. A Sabesp, reconhecida por sua expertise e recursos em saneamento, fornece não apenas os equipamentos, mas também o suporte técnico necessário para garantir a eficácia da operação.

Além da instalação das nove bombas flutuantes, o Dmae está desenvolvendo planos para a manutenção e eventual expansão deste sistema de drenagem. A sustentabilidade a longo prazo do projeto depende de uma série de fatores, incluindo a manutenção contínua dos equipamentos, a adaptação às mudanças climáticas e a participação ativa da comunidade na preservação do meio ambiente.

Investimentos futuros podem incluir a modernização da infraestrutura de drenagem existente, a implementação de tecnologias de monitoramento em tempo real para prever eventos de inundação e a integração de soluções baseadas na natureza, como a restauração de áreas úmidas que podem atuar como esponjas naturais durante os períodos de chuva intensa.

Paralelamente às medidas físicas, o Dmae planeja lançar campanhas de educação e conscientização pública. Estas campanhas visam informar os cidadãos sobre a importância do sistema de drenagem e encorajá-los a adotar práticas que reduzam a sobrecarga no sistema, como a correta disposição do lixo e a manutenção de áreas verdes.

A instalação da primeira bomba flutuante marca um passo significativo no esforço contínuo de Porto Alegre para se tornar mais resiliente às enchentes. Com a chegada e instalação dos demais equipamentos ao longo da semana, a cidade estará melhor preparada para enfrentar os desafios climáticos e proteger seus cidadãos e infraestrutura.

A colaboração entre o Dmae e a Sabesp exemplifica como a união de esforços e recursos pode resultar em soluções eficazes para problemas complexos de gestão de águas urbanas. À medida que o projeto avança, ele promete não apenas aliviar os impactos imediatos das enchentes, mas também contribuir para um futuro mais seguro e sustentável para Porto Alegre.

Edição:Redação MPV

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