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Colunistas Livro

Como começar a escrever seu primeiro livro.

Não tenha pressa para escrever uma história.

25/06/2024 06h02
Por: Renatha Pessoa Fonte: Fonte: Renatha Pessoa / Imagem: anônimo no Pinterest
Fonte: Renatha Pessoa / Imagem: anônimo no Pinterest
Fonte: Renatha Pessoa / Imagem: anônimo no Pinterest

Para escrever um livro, é necessário passar por algumas etapas. Antes de mais nada, precisamos criar uma história na nossa cabeça. Quando já temos o básico e organizamos alguns pontos, chega a hora de passar tudo para o papel. Essa é a parte mais difícil para o escritor.

No início, nos sentimos perdidos porque não conhecemos tudo sobre a história. Ela está começando a se desenvolver e isso nos assusta. Temos medo de que fique ruim ou desinteressante, o que desmotiva muitos escritores.

Não pense muito enquanto escreve. Apenas deixe as ideias fluírem. Dessa forma, seu livro vai ficar mais dinâmico. Se pensar demais, garanto que isso vai influenciar na sua escrita e deixa-la robótica.

Quando escrevemos com leveza, nosso texto fica leve. Quando escrevemos com pesar, nosso texto fica pesado. Com isso, adiciono outra dica: não escreva uma cena triste quando estiver feliz ou vice versa.

É claro que não posso me transformar em uma princesa sedenta por vingança porque o reino inimigo colocou o seu em chamas. Não me identifico com a personagem dessa forma. No entanto, na hora de escrever, tenho que estar pensando na raiva dela. Colocando-me no seu lugar. Enquanto o Word estiver aberto, eu sou ela.

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Precisamos nos conectar com os personagens. Adicione suas próprias características neles! É uma ótima forma de expressar seus sentimentos e, além disso, pode gerar personagens diversificados. Quando não damos aspectos especiais para eles, independente se for na aparência ou na personalidade, eles ficam vazios. Todos iguais. Qual é a graça?!

No meu caso, gosto muito de cristais, incenso, tarot e outras coisas místicas. Por isso, criei a Sarah, uma personagem que também gosta delas. Além disso, ela usa roupas que eu com certeza usaria. Seu cabelo é cor-de-rosa, o meu é roxo. Ela gosta do Aerosmith, eu também.

Nossas personalidades são bem diferentes. Ela é médica e sempre ajuda os outros personagens quando pode. Eu não tenho nenhuma habilidade médica.

Não precisam ser cópias nossas, mas é divertido escrever um personagem minimamente parecido conosco. Chega a ser reconfortante porque finalmente temos alguém como nós. Muitas vezes não vemos aspectos de nós mesmos na mídia, por isso temos que fazer nossa própria representação.

Também podemos adicionar detalhes mais pesados, como traumas, por exemplo. Essa opção é interessante porque, como já vivenciamos certa situação, sendo ela boa ou ruim, conseguimos escreve-la melhor por termos experiência. Além disso, colocamos dores do passado no papel. É libertador, acredite.

Pessoalmente, acredito que colocar alguém que você não gosta na vida real na forca na sua história é uma ótima opção. Mude um pouco a aparência e troque o nome, ninguém vai saber!

Não que eu tenho feito uma coisa dessas... Que horror! Mas é divertido.

Continuando.

Para começar a escrever, é importante ter um pouco de planejamento antes. Não muito, porque, se planejarmos demais, acabamos pensando muito na hora de escrever porque queremos seguir nosso planejamento. Precisamos deixar a história se desenvolver sozinha. No entanto, é necessário ter uma ideia sobre o que queremos escrever sobre.

Pense no que você que transmitir com a história. Quer que o leitor chore? Se apaixone pelo vilão bonitão? Torça pelo casal principal fofo? Queira esganar o antagonista? Fique chocado com o final? Defina seu livro em uma pergunta.

No meu caso, defino como “Quem é o assassino?”. A história do meu livro, “Quer jogar? Tesouras não cortam só cabelo”, é baseada em um grupo de adolescentes em que tem um assassino que ninguém sabe quem é. Enquanto isso, eles são assistidos por uma plateia que aposta nas suas vidas.

Sempre que escrevemos um texto, independente do que seja, temos um objetivo. Quando escrevemos um email, queremos enviar um documento importante; quando escrevemos uma redação, queremos uma nota boa; quando escrevemos um artigo, queremos mostrar algo para alguém.

Um livro não é diferente. Até mesmo os romances mais tranquilos têm objetivos e até mesmo intrigas.

Em “Melhor do que nos filmes”, por exemplo, temos um romance adorável em que uma garota apaixonada por comédias românticas vive um romance parecido com suas histórias favoritas. No entanto, além de termos um romance fofo e um interesse romântico pelo qual é fácil se apaixonar, Lynn Painter explorou o motivo por trás da obsessão da protagonista.

Ela perdeu a mãe, que amava esses filmes. Por isso, encontrou conforto neles. Nenhum personagem, independente da importância da característica para a história, tem um traço de personalidade sem ter um motivo por trás.

Algo que nos assusta quando começamos a escrever um livro é que ainda não introduzimos ninguém. Queremos que a descrição passe logo para podermos escrever as batalhas e os encontros românticos que criamos nas nossas cabeças antes mesmo de começar a escrever.

No entanto, não tenha pressa para introduzir sua história. Apresente o universo para o leitor. Mostre as motivações do herói e do vilão. Explique o porquê de o reino da princesa ter sido colocado em chamas. Ela realmente é a mocinha? Ou ela atacou o outro reino primeiro? Será que vai ter algum romance proibido entre os dois reinos? O que está acontecendo?!

É claro que não devemos deixar a história mastigada para o leitor. Explicamos, mas não damos de mão beijada. Devemos deixar algumas pontas soltas para podermos desenvolver a história mais tarde. Qual seria a graça se revelássemos tudo no começo?! Precisamos criar tensão para que o leitor fique interessado e não considere a obra monótona.

O início de uma história é misterioso e um tanto assustador. Tanto o escritor quanto o leitor estão sendo introduzidos para um universo totalmente novo independente se é uma obra parecida com a realidade ou uma fantasia. Conhecemos personagens e ambientes que nunca imaginamos antes.

Não se preocupe com o fim ou com o meio. Aproveite cada detalhe do início. Passa rápido e, quando o livro estiver pronto, você vai sentir saudade de escreve-lo. Vai olhar para trás e pensar se aproveitou ao máximo. A escrita deve ser algo divertido, por isso não fique quebrando a cabeça pensando no que vai acontecer e foque no que está acontecendo.

Muitas vezes, a ideia surge na hora! Por isso, não se preocupe se não souber como resolver um furo no roteiro nesse exato momento. Quando você chegar no furo e tiver que resolvê-lo, provavelmente vai saber o que fazer quando chegar a hora porque, até lá, já vai ter desenvolvido muito melhor a história e terá muitas ideias novas.

Por isso, tenha paciência. Sei que ficamos animados e queremos que o livro fique pronto logo. Queremos pega-lo nas mãos e mostra-lo para o mundo, mas precisamos ter calma para que fique bom. A pressa é inimiga da perfeição. Com organização e determinação, você vai conseguir escrever o que quiser.

Confira meu livro!  "Nesta distopia, diversas pessoas pagam um alto preço para assistir e ter a chance de entrar no honrado O Jogo, no qual há um grupo de pessoas e, ali, um assassino. Na Temporada 11, no entanto, algumas coisas dão errado, mudando o destino desse evento para sempre. Entre assassinatos brutais e disputas entre jogadores, a plateia faz apostas e observa-os com fogo nos olhos, mal podemos esperar para descobrir o que acontecerá a seguir." Dilva Camargo Artista Visual.

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Renatha Pessoa - Escritora
Sobre Renatha Pessoa - Escritora
A coluna esta nas mãos de uma escritora com 14 anos de idade apaixonada por literatura. Que já publicou seu livro “Quer jogar? Tesouras não cortam só cabelo” Ele já está disponível. Falarei sobre informações literárias, desde dicas para escritores até o sumiço da Agatha Christie.Este espaço reservado especialmente para aqueles que gostam de livros e querem saber mais. Para quem pesquisa sobre autores, procuram significados em cada palavra e amam colecionar marca-páginas.
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