Resolução pode redefinir a segurança no corredor que escoa 20% do petróleo mundial
ONU – O Conselho de Segurança agenda para esta semana a votação de uma resolução que autoriza “todos os meios defensivos necessários” a fim de garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto nevrálgico do comércio de energia no Golfo Pérsico.
- Em resumo: Proposta divide potências; China, Rússia e França sinalizam veto.
O que está na mesa e por que a decisão divide aliados
O texto em discussão confere mandato internacional para forças navais protegerem petroleiros e restabelecerem o tráfego no canal, alvo recente de bloqueios e ataques a cargueiros. Segundo dados compilados pela Reuters, mais de 18 milhões de barris de petróleo atravessam diariamente os 39 km de largura do estreito, tornando-o peça-chave da segurança energética global.
A minuta autoriza “todos os meios defensivos necessários” para garantir “a livre navegação e o imediato restabelecimento do fluxo comercial” no Estreito de Ormuz.
Pressões geopolíticas e histórico de tensões
O Irã, que faz fronteira com o canal, já alertou que enxergará a resolução como ingerência estrangeira. O país acumula incidentes de apreensão de navios desde 2019, quando os EUA restabeleceram sanções. Paralelamente, os EUA e o Reino Unido defendem a medida como única forma de impedir o colapso da oferta de petróleo, lembrando que a interrupção total poderia elevar o barril a mais de US$ 150, como estimado por analistas da Agência Internacional de Energia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters