MP gaúcho aciona GAECO e expõe suspeita de lavagem milionária
Pix das Estrelas tornou-se alvo, recentemente, da Operação Estrela Cadente conduzida pelo GAECO do Ministério Público do Rio Grande do Sul, que apura um suposto esquema nacional de rifas eletrônicas ilegais vinculadas a clubes de futebol.
- Em resumo: Mandados de busca em São Paulo investigam fraude, uso indevido de marcas esportivas e lavagem de dinheiro.
Como funcionava o esquema eletrônico de rifas
De acordo com os promotores, a companhia vendia “cotas” disfarçadas de e-books, prometendo prêmios em dinheiro, carros e outros bens. O artifício usava as marcas de equipes como Grêmio e Avaí para oferecer aparência de legalidade, movimentando valores por empresas de marketing e fintechs parceiras, segundo detalhou o G1.
“A ação foca no enfrentamento qualificado à lavagem de dinheiro, enfraquecendo os mecanismos que viabilizam atividades ilícitas”, destacou o promotor Rogério Meirelles Caldas, coordenador estadual do GAECO.
Histórico de polêmicas com o Grêmio reforça suspeitas
Em agosto de 2025, logo no primeiro dia como patrocinadora do Grêmio, a empresa promoveu a campanha “Movimento Imortal”, que arrecadava valores de torcedores em troca de “números da sorte” — ação cancelada após críticas e reembolso dos participantes. A polêmica expôs uma lacuna regulatória no mercado de sorteios esportivos, estimado pela Fundação Getulio Vargas em R$ 12 bilhões/ano, e reacendeu o debate sobre a necessidade de fiscalização federal sobre plataformas peer-to-peer de pagamento.
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Crédito da imagem: Divulgação / Instagram