Liquidação do Banco Master pressiona família e expõe manobra imobiliária
Henrique Vorcaro decidiu se desfazer de uma mansão em Windermere, na região metropolitana de Orlando, logo que o liquidante da EFB Regimes Especiais endureceu a caça a bens ligados ao suposto desvio bilionário do Banco Master.
- Em resumo: venda privada tentava ocultar residência comprada por US$ 32 milhões.
Venda relâmpago e comprador de sigilo máximo
De acordo com documentos protocolados em 2 de março, a empresa familiar Sozo Real Estate negociou a propriedade fora do Multiple Listing Service (MLS) — prática incomum em transações de luxo. O acordo seria fechado com a Chosen Vessel LLC, registrada em Delaware, estado norte-americano famoso por baixos impostos e confidencialidade societária, como lembra reportagem da Reuters.
“O imóvel reúne campo de futebol, quadra oficial de basquete, pista de boliche e seis suítes com vista para o lago”, detalha o processo conduzido pelo juiz Scott Grossman.
Batalha judicial ganha prazo, enquanto suspeitas se ampliam
Na última quarta-feira (8), o tribunal estendeu até 28 de maio o prazo para que Henrique e Natália Vorcaro respondam às acusações. A conferência que definirá coleta de provas ficou para 5 de maio. Paralelamente, a Polícia Federal brasileira sustenta que R$ 2,2 bilhões teriam sido ocultados em conta na corretora Reag em nome do patriarca, valor que o próprio afirma “desconhecer”.
Especialistas em recuperação de ativos explicam que a pressa em liquidar bens de alto valor costuma anteceder ordens de bloqueio. A tentativa de venda privada, sem corretor independente, reforça a hipótese de blindagem patrimonial — estratégia cada vez mais monitorada por autoridades americanas após o avanço da legislação anti-money laundering.
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Crédito da imagem: Divulgação / O Sul