Negativa pode ampliar punições e acirrar rivalidade jurídica
Corinthians – Após a confusão generalizada na Neo Química Arena, o clube tentou costurar um termo de conciliação para evitar que o episódio chegasse ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). O timing não funcionou: o Palmeiras disse “não” e manteve o processo vivo.
- Em resumo: Verdão rechaçou a trégua proposta pelo rival, e o caso segue para análise judicial.
Por que o Timão pediu a trégua?
O departamento jurídico alvinegro buscava reduzir possíveis sanções esportivas e criminais, além de blindar a imagem do clube diante de patrocinadores. Segundo apuração do GE, a proposta incluía a admissão de culpa mútua e ações educativas entre torcidas.
“Não houve qualquer espaço para negociação; o Palmeiras não topou discutir termos”, relatou uma fonte ligada à diretoria corintiana.
O que está em jogo para os dois clubes
Com a recusa, o Ministério Público poderá oferecer denúncia por vias de fato e dano ao patrimônio, o que abre margem para multas e até suspensão de mandos de campo. Historicamente, o Jecrim costuma propor acordos de prestação de serviços comunitários, mas, caso não haja consenso, a pena pode incluir proibição de frequentar estádios.
Além do risco jurídico, ambos os times já enfrentaram punições no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em 2022, quando tumultos semelhantes custaram perda de mandos e R$ 100 mil em multas cumulativas. Especialistas ouvidos pela reportagem lembram que reincidência pesa no cálculo da pena.
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Crédito da imagem: Divulgação / ESPN