Em pleno voo rumo à África, pontífice une fé e diplomacia para barrar novos conflitos
Papa Leão XIV rebateu as recentes críticas do ex-presidente norte-americano Donald Trump e garantiu que continuará a condenar publicamente qualquer escalada militar, argumento que reforçou no início de sua visita a quatro países africanos.
- Em resumo: Pontífice diz “não ter medo” de Trump e mantém discurso contundente contra a guerra.
Trump ataca, Vaticano responde
Horas antes, Trump afirmara na rede Truth Social que o papa seria “fraco em política externa” e estaria “agradando a esquerda radical”. A bordo do avião papal, Leão XIV descartou o embate político: “Somos construtores de paz, não estrategistas eleitorais”, disse o pontífice, conforme registrou a CNN Brasil.
“Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho… Não tenho medo.” — Papa Leão XIV
Histórico de tensão entre Casa Branca e Santa Sé
Confrontos verbais entre líderes da Igreja e presidentes dos EUA não são novidade. John Paul II divergiu de Ronald Reagan sobre a corrida armamentista na década de 1980, enquanto Bento XVI criticou abertamente a invasão do Iraque em 2003. Agora, Leão XIV se vê no epicentro da discussão sobre armas nucleares no Irã e intervenções na Venezuela, temas que Trump citou nominalmente.
Analistas lembram que, segundo relatório do Pew Research Center, 78% dos católicos norte-americanos consideram essencial que o papa “defenda a paz sem favoritismo político”, o que dá lastro popular à postura atual do pontífice. Durante a viagem, que inclui Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, Leão XIV pretende reforçar o multilateralismo e incentivar acordos regionais de cessar-fogo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil