Investimento bilionário mira reduzir importação de insumos agrícolas
Petrobras decidiu retomar a construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), mobilizando US$ 1 bilhão para concluir o projeto interrompido desde 2014.
- Em resumo: obra parada há quase 10 anos volta ao cronograma com promessa de abastecer até 20% da demanda nacional de ureia.
Obra retomada após quase uma década em Três Lagoas
O sinal verde do conselho de administração encerra um impasse que se arrastava desde a suspensão dos trabalhos, provocada por cortes de investimentos e pela crise do setor de óleo e gás. Segundo a agência Reuters, a estatal já começou a mobilizar equipes para atualizar contratos de engenharia e adquirir equipamentos críticos.
“A conclusão da UFN-III exigirá aporte estimado em US$ 1 bilhão, valor que contempla obras civis remanescentes, montagem eletromecânica e testes operacionais”, detalhou a companhia em nota oficial.
Estratégia da estatal para o mercado de fertilizantes
O retorno ao projeto ganha peso extra diante da dependência externa: o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Com capacidade projetada para produzir 1,2 milhão de toneladas/ano de ureia e amônia, a UFN-III poderá diminuir a vulnerabilidade do agronegócio a choques de oferta global e câmbio.
Além de fortalecer o abastecimento interno, a planta deve gerar mais de 3 mil empregos diretos e indiretos na fase de retomada. Fontes do governo de Mato Grosso do Sul estimam incremento anual de R$ 200 milhões na arrecadação municipal, impulsionando a economia regional.
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Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras