Segunda fase amplia cerco a revendedores sob suspeita de cartelizar o preço do botijão
Polícia Federal (PF) — Em nova ação de alcance nacional, a corporação inspecionou 55 depósitos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) espalhados por 24 cidades para apurar possível combinação de preços e repasses abusivos ao consumidor.
- Em resumo: revendedores de 15 estados e do Distrito Federal podem responder por crimes contra a ordem econômica.
Como a força-tarefa atuou nas distribuidoras
Equipes da PF, ANP e Procons estaduais recolheram notas fiscais, registraram valores de venda e checaram documentos societários para identificar alinhamento de preços ou restrição de concorrência.
“As ações visam identificar práticas irregulares no aumento do preço do gás, bem como a fixação de valores entre empresas concorrentes”, destacou a PF no comunicado oficial.
Por que o preço do botijão pesa no bolso das famílias
O botijão de 13 kg, que custava em média R$ 101,86 no fim de 2023, já ultrapassa R$ 110 em capitais como Manaus e Salvador, segundo levantamento da ANP. O gasto representa cerca de 9% do salário mínimo, pressionando especialmente famílias de baixa renda que dependem do GLP para cozinhar. Nas últimas duas décadas, o gás de botijão subiu quase o dobro da inflação acumulada, cenário que impulsionou programas de subsídio como o Auxílio Gás.
O que você acha? O controle de preços deve ser mais rígido ou o mercado dará conta de se ajustar? Para mais análises sobre ações governamentais e economia, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal